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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Policiais civis Cabo Frio denunciados por extorsão

Após investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Rio de Janeiro em parceria com a CGU (Corregedoria Geral Unificada) da Secretaria de Segurança Pública. 

Dois policiais civis da Delegacia de Cabo Frio (126ª DP), na região dos Lagos, foram denunciados pelo crime de extorsão mediante sequestro e roubo O policial civil Pedro Hyppolito da Fonseca que foi preso na manhã desta terça-feira dentro da 126ª DP (Cabo Frio). E André Rodrigo Saldanha Gomes que está foragido. Tiveram a prisão preventiva decretada pela Vara Criminal de Cabo Frio.
 A denúncia.

Em junho de 2008, um dos policiais manteve um homem sequestrado dentro da Delegacia de Cabo Frio, depois que a vítima foi à unidade policial acompanhar um parente que havia recebido uma notificação. o policial André Rodrigo ameaçou matá-lo ou prendê-lo caso não fosse feito o pagamento imediato de R$ 10 mil.

O familiar do sequestrado negociou com o agente o valor do resgate, acertando em R$ 5.000, pagos no mesmo dia.

De acordo com o GAECO, cerca de três dias após a primeira extorsão, André Rodrigo telefonou para a vítima pedindo que seu parente fosse novamente à delegacia para pegar uma certidão negativa. Porém, depois que os dois chegaram à unidade, os dois sequestraram o parente da primeira vítima, exigindo R$ 10 mil para que não o levassem preso, já que tinham um mandado de prisão contra ele. Eles ainda teriam roubado relógio, joias e celulares das vítimas.

Segundo a Promotoria, a vítima permaneceu toda a noite custodiada no interior da delegacia e, durante esse período, eles a submeteram a intenso sofrimento físico e mental, agredindo-a com socos e pontapés, em represália à negativa de pagamento do valor exigido. “----

São fortes os indícios de autoria contra os denunciados, que transformaram a delegacia de polícia de Cabo Frio num verdadeiro balcão de negócios (...).

Aqueles que deveriam estar em seus postos de trabalho para garantir a segurança da população, se utilizam dos cargos que ocupam para auferir vantagens indevidas”, narra a denúncia.••.

Ainda de acordo com o Ministério Público, a vítima foi transferida para a carceragem de Araruama, também na região dos Lagos, de onde foi liberada por alvará de soltura expedido pelo Plantão Judiciário. No mesmo dia, o homem acabou sendo perseguido pelos policiais civis, buscando refúgio no prédio do Ministério Público local.

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